"Cada hora fere, a última mata"

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

1º vitima: Eu.

Hoje começo a escrever minhas historias, umas de vida, outra de sonhos.
E como diria Jack, o Estripador, vamos por partes, e comecemos pela parte que menos gosto: eu.

O primeiro passo para contar minha historia é contar quem sou. Até o presente momento, nem mesmo eu sei extamente o que sou. O que caracteriza um montros é o fato de que nem ele vê o monstro que é. Todos os espelhos refletem uma imagem normal, aos olhos de um monstro. Mas quando me olho no espelho vejo apenas uma sombra, um ponto de interrogação.

Sou um assassino em série. Uma coisa totalmente americanizada.

Mas não mato por prazer, por obsessão , motivos religiosos.

Mato para moldar o futuro.

Não penso que sou um deus e que posso moldar o destino aos meus caprichos. Sou apenas uma pessoa que vê o futuro nos olhos das pessoas. Para ser mais exato, vejo o futuro em meus sonhos.
Como vejo não importa agora. O corte do pedaço "eu" deste "corpo" deve ser um corte limpo. E para que seja limpo deve ser feito com carinho, com dedicação. Lento e decidido.

Fui criado em uma familia comum, de modo comum. Não me enquadro em nenhum perfil de assassino... não era uma criança problemática, calada de mais, ou matava animais de estimação.

Apenas não entendia a morte.

E não se pode chorar por algo que não se compreende.
Tinha relacionamentos normais, tanto sexuais, quanto familiares. Alias, ainda os tenho. Preciso deles para envernizar minha face "sócial".
Com minha familia aprendi a ser educado, ter um porte de homem sério. Estive nas melhores escolas, na melhor faculdade. E em todos os lugares sempre sou visto como o mais comum mortal. E pretendo ser assim sempre. Não me sentiria bem me deixando ser tomado pela minha máscara assassina.

O mais engraçado sobre mim é que tenho um grande caráter, e devo isso a minha familia. Se estiver em uma outra familia, talvez não tivesse as aulas de dignidade e humildade de meu pai, de esforço e persistência de minha mãe, de educação com minha irmã mais velha, e nem de simpátia e graça de meu irmão mais novo.

No dia 5 de julho (data que nunca me esquecerei ) tive meu 1º sonho.Tinha 16 anos e antes nunca tinha tido um sonho. Não fazia idéia do que era sonhar, e não me preocupava com isso. Em minha familia não conversavamos sobre esse tipo de assunto, então, não poderia sentir falta do que não existia.
Em meu 1º sonho vi uma familia, pelo que parecia, era um pai, uma mãe e dois filhos, homens. Logo em seguida vi um acidente de carro, e 4 cadáveres. Acordei assustado, e como uma criança que teme o desconhecido fui logo contar para meu pai. Depois de lágrimas minhas e risos de meu pai, descobri que sonhar era algo comum, e que os sonhos ruins se chamavam pesadelos.
Logo de manhã ao caminhar atoa perto de minha casa, vejo a imagem de 4 pessoas, um pai, uma mãe e 2 filhos, homens. Me assusto. Minha inôcencia sobre sonhos me fez crer que podia ver o futuro. Naturalmente fui conversar conversar com meu pai novamente, e para meu alivio, e tristesa, descubro que aquilo foi apenas uma coincidência...