<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442</id><updated>2011-10-22T00:56:47.598-02:00</updated><title type='text'>Diário sem Digitais</title><subtitle type='html'>Relatos de um nobre serial-killer. Mas existe nobreza em matar?

Diário sem Digitais é uma historia de um serial-killer que tem premonições sobre pessoas que irão entrar em sua vida de modo aleatório. E vê o futuro delas.
 Ao ver futuros cheios de tristeza e dor, decide intervir no destino dessas pessoas de um modo... diferente.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-5900829723220562191</id><published>2009-06-08T00:52:00.006-03:00</published><updated>2009-06-08T01:02:15.410-03:00</updated><title type='text'>8ª vítima: Mentiras, mentiras e mentiras.</title><content type='html'>Às vezes eu penso sobre a morte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Às vezes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não sobre a morte de outras pessoas, e sim sobre a minha. Por mim é muito fácil tirar a vida de alguém, sem pensar. Por mim, eu tiraria a vida de todos que podem causar dor a outras pessoas. Eu tiro a vida de quem não a merece. Será que eu mereço a minha?&lt;br /&gt;Se houvesse outra pessoa como eu no mundo, eu seria sua vitima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Creio que sim.&lt;br /&gt;Vou tentar deixar este devaneio para trás e continuar minha historia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Minha&lt;/span&gt; historia...?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Então&lt;/span&gt; eu acho o outro homem. Bom, logo depois que ele já havia atirado em minha perna. Sem ao menos mirar, atiro o cutelo em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Erro.&lt;br /&gt;(nota mental, mirar na próxima vez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Parto em sua direção, ele tenta atirar. Chego antes. Facilmente o domino. Um movimento rápido e quebro seu pescoço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Meu sangue esfria e minha cabeça também. Oh meu deus, eu matei um homem com minhas próprias mãos, senti seu corpo desfalecer sobre mim, acompanhei seu ultimo movimento, em direção ao chão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Agora este homem está na minha frente, seu pescoço está em um angulo estranho. Algo me incomoda por causa disso. Pretendo ser simples com este sentimento e apenas coloco seu pescoço no angulo correto, para uma pessoa morta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Minha perna doe, muito. De repente me lembro o que estava fazendo aqui.&lt;br /&gt; Os olhos dela estavam opacos, eu sentia o medo dela espalhando-se pelo quarto, como uma nuvem. Não deixo que este medo faça parte de mim. Apenas me levanto, vou em sua direção, olho nos seus olhos.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; Ela pergunta se eu vou matá-la, pede, implora, chora para que eu não a mate. Toco em seu rosto e digo, lenta e enfaticamente, que ela está a salvo agora. Dou-lhe as costas e saio, mancando. Procuro por um telefone na casa, acho que vi um na cozinha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Bingo! Hora de ligar para a pólicia. Não. Preciso pensar em mim por agora. Hora de ligar para meu irmão. Hora de pensar em mil desculpas para uma bala na perna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...péssima idéia em ligar daquela casa. Tenho apenas que ligar para a policia e sair o mais rápido possível da casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois que liguei para a policia, ir até meu carro foi um suplicio. Não fazer barulho e não chamar atenção torna este suplicio um martírio. Entro no meu carro, e enfim ligo para meu irmão. Qual minha desculpa? Assalto. Agora eu sou a vitima de alguém. É difícil enganar meu irmão assim, e dar os detalhes quase foi minha cova. Creio que dramatizar tanto o fez pensar que era muito urgente...&lt;br /&gt;(pra mim é.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estancar o sangramento ele diz que eu tenho que fazer pressão no local. Nada que eu não esteja fazendo desde quando sai da casa. Ele pede para dizer onde estou e diz que pode me buscar, que vai me buscar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(-Não.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço apenas que me diga onde tenho que ir. Digo que tenho medo que o assaltante venha atrás de mim, que preciso despistá-lo. As únicas pessoas que tenho que despistar são os policiais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele acredita. Estou ficando bom demais em mentir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Há essa hora Julia deve estar preocupada comigo. Preciso ligar para ela. Nada que uma desculpa sobre um machucado bobo na perna não cuide. E é isso que eu faço. Ligo e digo que me machuquei saindo do trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Uma mesa baixa pode causar muitos acidentes.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já disse que estou ficando muito bom em mentir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isso está começando a me preocupar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-5900829723220562191?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/5900829723220562191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/5900829723220562191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2009/06/as-vezes-eu-penso-sobre-morte.html' title='8ª vítima: Mentiras, mentiras e mentiras.'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-2839729344695527009</id><published>2009-05-01T02:25:00.003-03:00</published><updated>2009-05-01T02:46:16.949-03:00</updated><title type='text'>Interlúdio</title><content type='html'>No meio de todo o caos e na tempestade de ideias posso citar alguem como eu.&lt;br /&gt;Alguem que deveria ser como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu&lt;/span&gt; como personalidade.&lt;br /&gt;Digo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu&lt;/span&gt; como finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era de certo uma pessoa calada. Se escondia nas própias sombras. Torcia por dias de luz. Esquecia de si no escuro.&lt;br /&gt;Quisera tantas vezes encontrar alguém parecido com ele. Alguém que risse da morte junto com ele, alguém que visse graça em ofender a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém com grande potêncial em ser mediocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias pensava em como seria ter uma vida em suas mãos. E joga-lá para longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era desconectado de todos seus sentimentos. Sentia, as vezes, pequenos choques de sentimento. E era raro algo o acertar. Não que ele fosse forte demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era distante.&lt;br /&gt;Ele sentia sede por sangue. Sentia sede por &lt;span style="font-style:italic;"&gt;sentir&lt;/span&gt;. Nunca se permitiu ser levado. Sempre racional de mais.&lt;br /&gt;As vezes era covarde de mais.&lt;br /&gt;Nunca foi corajoso o bastante.&lt;br /&gt;Não se lembra de ter motivos pra se orgulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fez pessimo uso de sua inteligência. Nunca pensou em não querer impressionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tudo era simples.&lt;br /&gt;E vendo tudo com simplicidade sempre tinha respostas pra tudo.&lt;br /&gt;Sempre havia um modo de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava em liberdade. Acreditava em amor.&lt;br /&gt;Assim como acreditava em Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acreditava&lt;/span&gt; por que nunca viu. Acreditava porque precisava de esperança.&lt;br /&gt;Para ele, amar era tão intangivel quanto Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca quis ser melhor do que todos. Só do que alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser melhor para ele, e ser justo com ele mesmo.&lt;br /&gt;Queria fazer com que tudo desse certo. Mas como um personagem sem vida ele apenas seguia as ordens de seu narrador. Sempre deixava a maré levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, se levava na maré. Por mais que o "rio" corresse para a direção errada, sabia que deveria apenas segui-lá. Não deixava que o rio o domasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha cabelos, olhos, pernas, braços, coração. Ele tinha tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora está morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-2839729344695527009?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/2839729344695527009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/2839729344695527009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2009/05/interludio.html' title='Interlúdio'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-5062956810025889987</id><published>2009-04-03T03:24:00.003-03:00</published><updated>2009-04-09T04:42:27.978-03:00</updated><title type='text'>7ª vitima: A lei.</title><content type='html'>Às vezes sinto um pouco de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo do monstro.Tantas vezes eu me confundia com ele. Tanto de mim que estava em cada ato dele. Tanto dele que estava em tudo que eu fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cômico era sua presença constante. Ao ver televisão ele assistia televisão comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardando o que eu queria esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardando o sinal verde para começar a se movimentar. Queria meu coração que isso não acontecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei de Murphy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"-Jovem filha de um grande empresário é seques..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligo a televisão. Tarde de mais. Ligo-a novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"-...a policia suspeita de dois ex-funcionários da empresa..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma novidade...&lt;br /&gt;Pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que ela não toque violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante agora é descobrir onde ela pode estar. O monstro desperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias se passam e os noticiários falam somente do seqüestro. E graças a eles tenho uma pista da onde pode estar a garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A policia acredita que sabe onde está a garota. Eles seguem a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a me preparar para o embate.Facas, mascara, roupa reforçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir para meu trabalho beijo Julia e as crianças com carinho, como se fosse a ultima vez que fosse vê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo comigo minha pasta e uma pequena mala. Saio de um trabalho e me dirijo a outro. Hora de relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao local que provavelmente estará a garota troco minha roupa e me preparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro de resistir ao monstro e deixo tudo em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de colocar a mascara. Agora nem eu sei mais quem sou. Atravesso o jardim com calma e sem fazer barulho. Vejo uma luz acessa no que deve ser a cozinha. Caminho até a janela e olho de relance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um homem baixo, de barba a fazer, exatamente como o jornal descrevia. Procuro a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lei de Clark.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta estava aberta. Abro-a com o mínimo de barulho. O homem estava parado exatamente de frente para a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a faca já em minhas mãos ataco-o da maneira mais rápida possível. Ele tenta se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um pouco mais de calculo consigo acertar seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu braço quase atrapalha meu ataque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não estivesse usando um cutelo. Se não fosse o monstro a atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tenta gritar. Tenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditando que o barulho não denunciasse minha presença começo a vasculhar a casa, a procura do segundo homem. Depois iria procurar a garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho a garota primeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-5062956810025889987?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/5062956810025889987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/5062956810025889987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2009/04/7-vitima-lei.html' title='7ª vitima: A lei.'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-8667474419320761894</id><published>2009-01-11T05:29:00.002-02:00</published><updated>2009-01-11T05:32:45.358-02:00</updated><title type='text'>6ª Vitima: Dedos.</title><content type='html'>Hoje comecei o dia com gosto de sangue na boca. Sem motivos aparentes, esqueço rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais com o que me preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma tormenta a enfrentar. Tudo está no seu lugar, não há nada que mude essa paz.&lt;br /&gt;O monstro que habita uma parte de meu coração não dá mais sinais de vida. Minha esperança é de que ele continue lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma ansiedade, como uma vontade reprimida. Jogo a culpa no ócio, na paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada para me preocupar. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que foi uma falta de educação minha não relatar mais de minha vida a vocês, as coisas estão mais confusas agora. Algumas memórias perdidas. Nada que um bom esforço não recupere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é com esse esforço que tentarei me lembrar do que já se passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde parei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, 3ª vitima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que coletei mais 10 digitais para minha coleção senti uma sede tremenda por mais sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais, mais! Dizia o monstro em mim. Aquela sede me sufocava. Estava à espera de mais um sonho. Pedia para que algo aparecesse em meus sonhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia ela veio. Um sonho tão conturbado e violento que me encolhia dentro de mim. Suava de medo em pleno sonho. Algo tão aterrador que não sinto prazer algum em repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus sonhos eu ouvia gritos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais altos, mais estridentes, mais dolorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo os gritos, penso em voltar. Não há volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É apenas um sonho. Digo para mim. Mas soava tão real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a vejo.&lt;br /&gt;Amarada em uma cadeira. Uma câmera à sua frente. Vejo o sangue escorrendo de suas mãos. A ausência de um dedo me chama atenção. Dois homens riem. O que estaria acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sorri para câmera, outro grito de dor é lançado ao ar. Menos um dedo. Menos dois dedos. Menos 3 dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gritos ecoam em minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então acordo. Sinto o prazer do monstro. Ele também assistira aquele sonho comigo. Partilhou de meu medo. Desafia-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi apenas um sonho. Repito até que se torne um mantra em minha cabeça. Eu sei que não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-8667474419320761894?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/8667474419320761894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/8667474419320761894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2009/01/6-vitima-dedos.html' title='6ª Vitima: Dedos.'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-7098246872423489215</id><published>2008-10-19T06:06:00.001-02:00</published><updated>2008-10-20T06:09:05.204-02:00</updated><title type='text'>5ª vitima: O monstro</title><content type='html'>Chove.&lt;br /&gt; O sono não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Noites brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O minha maior aflição é por não sentir remorso. Sinto que faria novamente, que deixaria o monstro me dominar. Mais uma noite em claro. Julia dorme seu merecido sono. Ela pode sonhar, eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O lado bom de não se dormir é pensar, e pensar muito, sobre tudo. Por não ser uma pessoa de muitas palavras sempre pensei muito, sempre observei muito. Me apaixonei pelo comportamento humano. Uma paixão irônica. &lt;br /&gt; O monstro não. O monstro era apaixonado pela adrenalina, pela falta de ar, coração disparado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A chuva piora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O monstro fala comigo, arrisca-se perto do olhar de Julia. Era necessário.&lt;br /&gt; O monstro me pede um rosto. Pede identidade. Não sei como posso lhe dar um rosto. O monstro  ainda me respeita. Temo pelo dia que isso não acontecer mais. Encontro uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua identidade é um cutelo. Ele se sente agredecido por ter uma identidade e se recolhe dentro de mim. Uma máscara, perfeito. Um cutelo, sim.. um cutelo. A identidade do monstro. Não entendo o por que de um cutelo. Tantas armas mais mortais, mais crúeis. O monstro está mais feliz. E eu mais calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Consigo dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Preferia não ter acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Duas semanas depois uma pagina no jornal me assuta, e me deixa contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Homem é encontrado morto em obra abandonada.&lt;br /&gt;Um homem foi encontrado morto, sem as pontas dos dedos. Péritos da polícia, após vasculhar toda área dizem que a causa da morte foi corte profundo na garganta, na parte inferior. Os peritos dizem ainda não terem reconhecido a vítima. Mas adiantam que o assassinato não foi comum. &lt;br /&gt; Segundo eles o Ladrão de Digitais (apelido dado pela péricia) agiu 8 anos atrás da mesma forma. Teme-se que seja um novo serial-killer. &lt;br /&gt; Não foi encontrada nenhuma pista na cena do crime, apenas a arma: um cutelo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um sorriso de satisfação ao ler as palavras se esboça em minha face, e na do monstro também. Mais logo é apagado quando leio a próxima noticia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mulher vítima de tentativa de assassinato sai do hospital.&lt;br /&gt;Vítima de uma tentativa de estrupo, mulher recebe alta do hospital hoje. Carolina de Freitas foi encontrada mortalmente ferida a duas semanas atrás no centro. Carolina perdeu movimento das pernas..."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Meu 1º erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Matei o homem errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O monstro ri de mim. Espero o remorso, mas ele não vem. Sei que devo corrigir meu erro. Devo matar novamente. Minha 3ª vítima. Agora sem erros.&lt;br /&gt; Com tanto estardalhaço dos jornais a procura do novo assassino, foi fácil chegar as informações de minha vítima.&lt;br /&gt; Descubro onde mora, o que faz, o que já fez. O monstro está ansioso. Eu também.&lt;br /&gt; Deixo o monstro agir. Dou a ele a máscara que pediu. A identidade que pediu. E o deixo agir. Ele é mais impiedoso que eu. Mia frio, calculista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Encontro minha vítima. Erro novamente. Chego tarde de mais. Encontro-a em sua cadeira de rodas com uma taça em mãos. E um homem morto a sua frente. Visto minha máscara e liberto o monstro. Ele passa pelas costas da mulher sem se deixar perceber. Corta sua garganta com um único e lindo movimento. Um segundo de agônia. Agora as digitais. 10 cortes de cutelo, 10 digitais. Guardo-as com carinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterar a cena do crime seria fácil. Mas o monstro prefere mostrar que esteve ali. Crava o cutelo na mesa e se vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-7098246872423489215?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/7098246872423489215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/7098246872423489215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2008/10/5-vitima-o-monstro.html' title='5ª vitima: O monstro'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-5388632671609630874</id><published>2008-10-18T22:56:00.001-03:00</published><updated>2008-10-18T23:02:26.827-03:00</updated><title type='text'>4ª Vitima: 1º erro.</title><content type='html'>Minha vítima acorda, estou na sua frente, pronto para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu maior erro foi sempre deixar as pessoas falarem mais, sempre as escutei muito. Isso me fazia pensar mais nas minhas ações, e muitas vezes simplesmente não agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O homem tenta gritar. Não com sua boca vedada com um pano. Vê-lo tão indefeso me faz sentir no controle. Se lhe desse a chance, ele me emploraria pela vida, me ofereceria tudo o que tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eis a irônia da vida, só percebemos que ela é só uma quando estamos prestes a perde-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A figura patética chora. Como se fosse me comover. Não posso perdoar um homem que mataria com a mesma frieza que eu chorar. É bela minha hipocrisia. Mato aquele que iria matar. Com uma diferença: troco uma vida por 2 ou mais vidas. Aquele homem destruiria a vida de uma mulher, fosse o motivo que fosse, e aquela mulher destruiria a vida de outra pessoa. Nada mais justo do que matar um, para que dois vivão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu senso de justiça chega a me fazer rir. Enquanto o monstro estiver no controle ele será a balança da justiça. E eu apenas seu instrumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora tenho um material mais adequado para meu ritual. Agora tomo todos os cuidados possíveis. Desta vez tenho uma luva, um estilete, um cutelo, e uma faca. Todos novos. Aqueles instrumentos eram simples utensílios de casa. E agora eram armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O cutelo era minha arma predileta, mas só soube disso depois de usa-lo pela 1ª vez. As facas em minha casa estavam sem fio, mas o cutelo estava impecável. O comprei para uma reunião de amigos na minha casa, para cortar carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Irônia?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por ter uma lamina maior, ele é mais pesado, e em mãos experientes era preciso e fatal. Para cortes como os das digitais era necessária precisão perfeita. O corte é feito entre a falanginha e a falangeta, na ligação dos ossos. Como não tinha tempo o corte devia ser feito rápido. Cutelo perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Retiro a venda da boca de minha vitima, suas ultimas palavras seriam preciosas. Logo me pergunta quem sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Me pergunta onde estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entra em desespero e me pergunta o porque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Corto sua garganta de fora a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele me olha com extrema dor e morre. Silenciosamente.&lt;br /&gt; Então eu o respondo, que estamos em uma obra abandonada perto de minha casa. E que o matei porque ele tentaria matar uma pessoa, e iria arruinar muitas mais vidas.&lt;br /&gt; Ele não contesta meus motivos. Pergunto se esqueci de responder alguma pergunta, ele não me diz nada. Minha vitima está se portando mau. E é hora das despedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Corto primeiramente suas digitais. Aquilo me faz relembrar da 1ª vitima. Separo as digitais e as guardo. Me despeço de meu novo amigo. Escondo o corpo em qualquer lugar. Por sorte será encontrado em alguns meses.&lt;br /&gt; Desta vez guardo as digitais. Meu metódo era rústico, mais não sabia que continuaria com aquilo. Por isso comecei a pensar em quão arriscado seria se não tomasse precações para não ser pego. O monstro ainda está no controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele mesmo me guia para casa. Lá congelaria as digitais no freezer da noite para o dia, e logo de manhã daria um jeito nela. Não queria me afastar de minhas preciosidades. Mas quando chego, Julia está a me esperar. Seus olhos cheio de ternura não a deixam de mostrar que estava preocupada. O monstro foge sem olhar para trás. E novamente se esconde dentro de mim. Temos que um dia ele não fugira mais. Devo tomar providências para que isso não aconteça. Digo a Julia que estava bebendo com a amigos, ela pergunta que embrulho era aquele em minhas mãos. Digo que é surpresa para o outro dia. Ela pergunta se dirigi bebado. Respondo que ainda estou um pouco fora de mim. Se dissesse o contrário seria pior, sei disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Errei ao julgar que o corpo demoraria a aparecer. E errei ao pensar foi tudo perfeito, sem digitais, sem nada para trás. Mas esqueci que meu passado poderia voltar. Para o povo ganho um apelido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Ladrão de Digitais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-5388632671609630874?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/5388632671609630874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/5388632671609630874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2008/10/4-vitima-1-erro.html' title='4ª Vitima: 1º erro.'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-4322974231412901826</id><published>2008-10-17T14:16:00.001-03:00</published><updated>2008-10-17T14:18:48.616-03:00</updated><title type='text'>3ª vítima: Viúva Negra</title><content type='html'>Cresço, me formo, e viro um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por 8 anos havia me esquecido da minha primeira preciosidade. Claro, me livrei dela o mais rápido possivel.... minha 1ª digital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando achava que poderia levar uma vida normal que merecia, sonho novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com uma rua escura, e luzes passando rapidamente por meus olhos. Um carro passa devagar, e sua luz ofusca meus olhos, sinto então uma pontada. Logo em seguida uma reta sendo desenhada em minhas costas, o objeto passa por entre minhas costelas. Sinto como se rasgasse meu pulmão. Viro para trás e mais uma luz ofusca meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo uma luz branca, e estou sentado em uma cadeira... de rodas. Há um homem em minha frente. Morto. Em sua mão há um copo, o mesmo que está em minhas mãos. De sua boca escorre um liquido vermelho vivo, como sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo. Sinto gosto de sangue em minha boca. São 4:20 da manhã, escura como a noite. Respiro profundamente, como quem respira depois de um pesadelo. E volto para meu sono, agora sem a compania dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sou um empresário, trabalho na bolsa de valores. É um trabalho digno, que não me dá tempo para lembranças. Os grandes seriais-killers eram médicos, professores, e todas as profissões "sob qualquer suspeita". Se eu trabalhasse na policia ficharia todos os empresários na bolsa de valores. Não digo isso pelo fato de ser um. Mas quando se trabalha do modo que trabalhamos, você ganha uma boa chance de se tornar como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, sem os sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo novamente, dessa vez, atrasado. Me visto rapidamente. Pego um pacote de qualquer coisa que aparente matar minha fome. Dou um beijo em minha mulher e em meus dois filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, como sou péssimo em contar minha historia. Sim, me casei. Conheci Julia em uma festa da faculdade, ela estava cursando engenharia. Namorava um veterano da Bela Artes. Logo duvidei da sexualidade do veterano, e ri de mim mesmo. Como podia ser tão preconceituoso? Por ser apenas um pensamento, ainda era saudável pensar aquilo. Enquanto era um pensamento era seguro, e fonte de risos reprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia me esquecido da irônia do destino.&lt;br /&gt;Mais o destino não havia se esquecido de mim, e nem de como ser irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com alguns amigos de outros cursos comento de forma cômica do que pensei sobre o tal veterano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esqueci que não tinha olhos nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal veterano estava às minhas costas, e num ato de pura sorte e reflexo desvio de um golpe seu. Por um momento o monstro dentro de mim desperta. Lembro do suave toque do sangue em meu rosto. Avanço tal qual o monstro que habita meu coração sobre minha 2ª vítima. O derubo com um golpe, mas a persistência do veterano o faz levantar novamente. Me preparo para o segundo e final golpe, mas sou barrado por um olhar. O olhar de Julia acalma o monstro dentro de mim. Paro por um instante e me afundo em seus olhos. Sinto uma pancada forte em meu rosto. E vejo por pequenos segundos o olhar triste de Julia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo. Estava deitado no gramado, estendido. Não vejo meus amigos, vejo, para minha tenra surpresa, Julia. Seus olhos cheio de um carinho tão confortavel fitam os meus. Ela senta ao meu lado, e critica meu comentario tão preconceituoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós tornamos grandes amigos, e depois grandes amantes. Me lembro de todas as tardes em que passamos juntos. E do vazio que sentia. Sentia que podia ama-la, mais era como se eu estivesse desconectado dos meus sentimentos. Ela espantou o monstro dentro de mim. E eu o julguei morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de pouco tempo estavamos noivos, para a felicidade de meu velho pai. Acreditava que nunca mais veria um sorriso em seus lábios desde que minha irmã mais velha morreu em um acidente de carro. Meu irmão mais novo, Lucas havia se tornado um médico, seu bom coração o fazia querer abraçar o mundo, e evitar mortes como a de nossa irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entro no carro e vou para o meu árduo trabalho. Tivemos uma bom dia de negócios. E mais uma dose de stress. Nada com que não tenha me acustamado. Mais não sabia que meu futuro hobby poderia me ajudar tanto a relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio do trabalho e vou beber com alguns amigos, nada além de uma ou duas doses de vodka. Demoro um pouco mais para sair. Acabo exagerando um pouco na bebida, e não gostaria de trazer mais tristeza para minha familia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sobrio novamente, pego meu caro e me dirijo à minha casa. No caminho olho para a calçada e vejo uma prostituta e logo atrás um homem caminhando decididamente em direção a mulher. Diminuo a velocidade. Penso por um instante e volto a andar normalmente. Me vem novamente a sensação que senti a 8 anos. Paro o carro. Ando em direção ao homem. Sem muitos movimentos acerto sua cabeça com força. Seguro o corpo para que não caia no chão. Arrasto o homem paro o carro. Meu coração dispara, entro em frênesi e sinto retorno triunfante do monstro dentro de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-4322974231412901826?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/4322974231412901826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/4322974231412901826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2008/10/3-vtima-viva-negra-creso-me-formo-e.html' title='3ª vítima: Viúva Negra'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-8898023752336067121</id><published>2008-10-17T00:01:00.003-03:00</published><updated>2008-10-17T00:10:23.828-03:00</updated><title type='text'>2ª vitima: Ladrão de digitais.</title><content type='html'>Hoje em dia penso em como cheguei aqui. Por que agi desse jeito todo esse tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui entender porque a imagem daquela familia não saia de minha cabeça. Todos tão alegres, tão unidos. Sorrindo para todos, gratuitamente.&lt;br /&gt;Se não tivesse prendido meu pensamento a aquela familia, não seria o que sou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não conseguir tira-los de minha cabeça, procurei qualquer informação sobre eles. Discrição foi uma coisa que não aprendi, ganhei. Se não tivesse procurado informações sobre aquela familia não descobriria que o sorriso do pai dessa familia era movido a álcool, que o sorriso da mãe era movido a tristeza, e o sorriso dos garotos à inocência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do acidente de carro, das 4 vitimas fatais. Imagino que se não tivesse sido criado para ser justo, não me sentiria com tanto ódio daquele homem. Esse mesmo ódio me fez segui-lo a noite, depois que saiu bebâdo do bar, era sua rotina diária. Apostava contra quem quisesse que ele iria bater nos filhos e na mulher, como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez eu estava preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha infância lembro de tantas aulas de defesa pessoal e artes marciais, que não entendo como não era um brutamontes valentão. Além do mais, em grandes colégios aprendia-se esgrima.&lt;br /&gt;Achava tão desnecessário, mas tinha que fazer. O mais engraçado era que eu, por fazer diversas artes-marciais, era o melhor da turma. E não tinha orgulho disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma irônia do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao perseguir aquele homem meu coração batia em frênesi. A emoção, a adrenalina que sentia, não podia ser comparada a nada. Não entendia o porque estava fazendo aquilo...&lt;br /&gt;Apenas agia...mais nada.Tinha um equipamento, digamos...precário. Tinha apenas uma mochila, uma blusa de frio, uma faca de cozinha recém-afiada, e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um segundo, vacilo, e me exponho nas sombras. Hora de agir. Não há mais retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um golpe, limpo, lindo, perfeito. Um fino fio de sangue jorra, e em menos de um segundo, o fino fio se torna uma torneira aberta, de águas vermelhas. Esse sangue me acerta o rosto e pulo para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendia a arte de matar, por isso me desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso, ainda em desespero e frênesi que devia me livrar das provas que podiam me encriminar, mas como?&lt;br /&gt;Olho para seus dedos, e me lembro de quando tirei minha carteira de identidade. Pensamento estranho para aquele momento, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E novamente o destino me cobre, com seu manto de irônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como em um estalo, entendo que devia me livrar das digitais do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me lembro de quão bruto e inexperiente fui com minhas primeiras preciosidades, as digitais. Retiro sua carteira, com as mãos enroladas em minha camisa, cheia de sangue, do meu novo amigo. Agora meu peito pulsava em agônia. E lágrimas escorriam em meu rosto. Por que matei? E se o sonho não fosse uma premonição?&lt;br /&gt;Como poderia saber? Brincar de Deus pode não ser uma brincadeira saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era inocente demais, e estava em desespero, me esqueço que seu rosto podia ser reconhecido. Como pude me esquever de um detalhe como aquele? Jogo o corpo em qualquer lugar. Coloco a camisa dentro de minha mochila, junto com a faca e visto minha blusa de frio. Qualquer périto da policia iria se sentir feliz com aquela camisa. Minha camisa, o sangue da minha vítima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino me favorece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego em minha casa, e espero até de madrugada para lavar minha camisa. Coloco a faca no seu devido lugar. Uma faca tão rústica, tão feia, tão afiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E durante dias não durmo.&lt;br /&gt;Durante anos não sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, do qual não quis saber o nome foi encontrado. Por sorte ele devia muito dinheiro a alguns caras. Longe de qualquer suspeita volto a viver de novo. E me esqueço, pois não há ninguem para me lembrar, da sensação de ter uma vida em minhas mãos, e sangue no meu rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-8898023752336067121?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/8898023752336067121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/8898023752336067121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2008/10/2-vitima-ladro-de-digitais.html' title='2ª vitima: Ladrão de digitais.'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-55522003520406442.post-8273141073409951773</id><published>2008-10-16T19:05:00.000-03:00</published><updated>2008-10-16T21:11:02.030-03:00</updated><title type='text'>1º vitima: Eu.</title><content type='html'>Hoje começo a escrever minhas historias, umas de vida, outra de sonhos.&lt;br /&gt;E como diria Jack, o Estripador, vamos por partes, e comecemos pela parte que menos gosto: eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para contar minha historia é contar quem sou. Até o presente momento, nem mesmo eu sei extamente o que sou. O que caracteriza um montros é o fato de que nem ele vê o monstro que é. Todos os espelhos refletem uma imagem normal, aos olhos de um monstro. Mas quando me olho no espelho vejo apenas uma sombra, um ponto de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um assassino em série. Uma coisa totalmente americanizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não mato por prazer, por obsessão &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, motivos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mato para moldar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso que sou um deus e que posso moldar o destino aos meus caprichos. Sou apenas uma pessoa que vê o futuro nos olhos das pessoas. Para ser mais exato, vejo o futuro em meus sonhos.&lt;br /&gt;Como vejo não importa agora. O corte do pedaço "eu" deste "corpo" deve ser um corte limpo. E para que seja limpo deve ser feito com carinho, com dedicação. Lento e decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criado em uma familia comum, de modo comum. Não me enquadro em nenhum perfil de assassino... não era uma criança problemática, calada de mais, ou matava animais de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas não entendia a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se pode chorar por algo que não se compreende.&lt;br /&gt;Tinha relacionamentos normais, tanto sexuais, quanto familiares. Alias, ainda os tenho. Preciso deles para envernizar minha face "sócial".&lt;br /&gt; Com minha familia aprendi a ser educado, ter um porte de homem sério. Estive nas melhores escolas, na melhor faculdade. E em todos os lugares sempre sou visto como o mais comum mortal. E pretendo ser assim sempre. Não me sentiria bem me deixando ser tomado pela minha máscara assassina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado sobre mim é que tenho um grande caráter, e devo isso a minha familia. Se estiver em uma outra familia, talvez não tivesse as aulas de dignidade e humildade de meu pai, de esforço e persistência de minha mãe, de educação com minha irmã mais velha, e nem de simpátia e graça de meu irmão mais novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 5 de julho (data que nunca me esquecerei ) tive meu 1º sonho.Tinha 16 anos e antes nunca tinha tido um sonho. Não fazia idéia do que era sonhar, e não me preocupava com isso. Em minha familia não conversavamos sobre esse tipo de assunto, então, não poderia sentir falta do que não existia.&lt;br /&gt;Em meu 1º sonho vi uma familia, pelo que parecia, era um pai, uma mãe e dois filhos, homens. Logo em seguida vi um acidente de carro, e 4 cadáveres. Acordei assustado, e como uma criança que teme o desconhecido fui logo contar para meu pai. Depois de lágrimas minhas e risos de meu pai, descobri que sonhar era algo comum, e que os sonhos ruins se chamavam pesadelos.&lt;br /&gt;Logo de manhã ao caminhar atoa perto de minha casa, vejo a imagem de 4 pessoas, um pai, uma mãe e 2 filhos, homens. Me assusto. Minha inôcencia sobre sonhos me fez crer que podia ver o futuro. Naturalmente fui conversar conversar com meu pai novamente, e para meu alivio, e tristesa, descubro que aquilo foi apenas uma coincidência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/55522003520406442-8273141073409951773?l=diariosemdigitais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/8273141073409951773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/55522003520406442/posts/default/8273141073409951773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariosemdigitais.blogspot.com/2008/10/1-vitima-eu.html' title='1º vitima: Eu.'/><author><name>Alexandre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12029102177398719190</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i3pTkx3nPqA/SPfZaDILpnI/AAAAAAAAAAM/qHM0eZvvKuE/S220/DSC01636.JPG'/></author></entry></feed>
